terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ah, O Homem e o Rato...




Era uma fria madrugada de sexta-feira quando me esgueirei ao banheiro para aliviar a bexiga antes de dormir. Sim eu durmo tarde mesmo, mas é porque tenho insônia e minhas horas mais ativas, assim também como minhas melhores idéias, acontecem numa madrugada.


"Minha madrugada depois de 2 litros de Guaraná Mineiro"


Enquanto me aliviava contemplando uns dos prazeres masculinos, o de mijar de pé, um raio negro passou pelo meu campo periférico. Rapidamente me virei e quase me mijei ao ver um rato dentro do meu banheiro. Cristo! Eu quase gritei, não por medo claro, mas sim pelo susto, ninguém espera encontrar um roedor em seu banheiro, uma perereca translúcida, uma barata sim, mas um rato?

Como ainda estava no meio do “número um” recobrei a calma e continuei olhando para o último ponto de onde o vira. Um pouco de tempo passou e lá estava infeliz de novo, não devia ter mais que uns 4 centímetros, orelhas pequenas e coladas no corpo, dois grandes olhos negros e uma cauda quase do seu tamanho. Um camudonguzinho, coisinha de nada... Tentava freneticamente achar um lugar pra passar pela fresta da minha porta, mas as frestas da porta do meu banheiro são muito pequenas e suas tentativas sempre falhavam. Se eu me mexesse um centímetro o esperto corria para de baixo da pia e se escondia em uns bancos de plástico que guardo lá, na verdade nem sei o porquê, mas não é difícil de imaginar uma vez que meu quarto já foi um depósito.

O susto passou e um sentimento estranho me passou pela cabeça: queria proteger o ratinho. O tadinho tentava continuamente achar uma saída do meu banheiro, mas sempre barrava na porta, tentou subir pelos sucos de metal que forma ela e sempre caia. De vez em quando dava uns pulinhos como se sua ínfima estatura pudesse alcançar a janela que estava a 2 m do chão, mas que para ele estava há quilômetros de distância.

O ratinho não iria sair, e eu não podia ficar com ele. Já tenho a Aurora, meu pastor belga de 1,60m de puro amor canino, e a bolinha minha poodle. O ratinho tinha que sair... Mas não fazia idéia de como ele havia entrado. A janela fechada, a porta também, só que ele estava ali e ali não podia ficar. Não dava pra abrir a porta ele ficaria dentro de casa e seria um fuzuê danado se minha mãe acordasse... Foi aí que bolei um plano.

Peguei a lixeira do banheiro retirei a tampa, por sorte nada havia no plástico dentro dela, sim, por que pobre é uma desgraça!... Rouba as sacolinhas do supermercado pra colocar nas lixeiras de casa, e ainda tem a pataca de colocar duas sacolas uma dentro da outra dando a desculpa fajuta: Ai que é prás sacolas num rasgá! Eu tenho horror a pobre! Como sempre repete um chegado meu...



Bem voltando ao rato, lá estava eu com a lixeira na mão, parecendo o Tom esperando o Jarry sair do buraco na parede, o silêncio dava para ser ouvido(?). Ele tentou mais uma vez eu ataquei, não o capturei mas prendi seu rabinho, esse se contorcia e chorava baixinho com aquela vozinha de rato... Aquilo me deu uma pena, mas não me desviou do meu propósito, servi-me de uns bons metros de papel higiênico, sim porque por mais fofo que fosse ainda era um rato, e peguei a pequenina criatura. Seu coração batia freneticamente, ele emanava um calor bem suave, mas que passava o papel. Tentava se soltar a minha mão firme, mas eu não cedia, estava tenso e se pressionasse um pouco mais ele morreria... Levei ele para fora minha Aurora veio me receber... Nesse momento pensei em dar ele como petisco mas algo dentro de mim me impediu... Algo que me fez refletir e vir escrever esse artigo as 03:01 da madrugada de sexta-feira.

Eu poderia muito bem dar fim a vida daquele animal assim que o vi no banheiro. Ou quando o capturei, tive sim muitas chances mas não o fiz.

Por quê?

Porque não sou digno de julgar quem ou o que deve viver ou morrer, nem um ser humano é, mas mesmo assim pessoas e mais pessoas morrem todos os dias porque algum ser humano julgou que poderia tirar aquela vida. Pessoas, hoje em dia, perdem a vida como se fossem ratos, em guerras, na fome, na violência... E ainda nos consideramos inteligentes.

Aquele rato era um ser vivo igual a mim, e daí se ele era uma praga? Deus o fez assim como fez a mim... E eu não sou Deus para tirar a vida de ninguém nem de nada. Quem diria que numa madrugada aleatória eu entendesse o valor de uma vida...

Quanto ao ratinho?

Não se preocupe, joguei-o em um matagal do outro lado do muro da minha casa.
Obrigado!

See!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ah, Phinder Repórter!

Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, eu digo ao povo que posto! Ultimamente as pessoas tem me cobrado muito para postar aqui no blog. Ok ok, sempre me cobram para postar aqui no blog, mas os comentários a mais no último post me animaram a postar agora... Ta bom, ta bom, eu sei, eu sou um preguiçoso, estão felizes agora? Podemos continuar? Maravilha.

Hoje vai ao ar nosso incrível programa. Líder de audiência, alcançando incríveis 0,0002 pontos na TV aberta (Coloquei uma folha impressa desse post na TV de casa e duas criaturas leram, eu e minha cachorra burra.) Um clássico da TV que já está em seu... Primeiro episódio! Ca-ham. Phinder Repórter!
Antes de falarem algo... 1 - Minha cabeça não é chata. 2 - Meu braço não tem dois cotovelos. 3 - Meu pescoço é comprido, mas não tanto assim. 4 - Meus bonecos palitos são tão bonitos quanto minha caligrafia no paint.

Comecemos agora com nosso programa! Hoje vai ao ar no Phinder Repórter uma reportagem especial de nosso guerreiro da vida selvagem: Doug. Nosso repórter se aventurou no mais inóspito e selvagem local que há na face da Terra. Lugar que faz Jiu Jiteiros chorarem feito paredes tristonhas só da menção de seu nome. Onde apenas pessoas com as mais altas capacitações podem adentrar. Doug, arriscando sua integridade física e mental, adentrou no mundo cruel e inumano que é a ESCOLA! *Trovões*

*Em alguma escola estadual, em alguma cidadezinha do interior.*

Olá meus caros telespectadores. Obrigado por nos ler aqui no nosso canal Pérolas do Phinder, canal 87. Ja estou aqui, infiltrado no habitat natural de uma das espécies mais perigosas e interessantes de todo o mundo: o famoso Estudantis escolaricus.

Câmera, filma ali, ali no pátio. O pátio seu asno, para de filmar as garotas. Ca-ham. Ali meus amigos e minhas amadas; digo, amigas; podemos ver várias espécies diferentes de Estudantis escolaricus. Agora é por volta de três da tarde, hora em que essa espécie sai de sua toca para se alimentar e marcar território. Podemos ver ali mais adiante a gruta, onde é servida a presa, também chamada por eles de "Cantina". As Cantinas são dominadas por uma espécie bem peculiar chamada Cozinheralis manus sujus.

Ali, filma ali, ali na quadra, na quadra seu inútel, te pago pra quê? Aqui meus caros e minhas caras, temos uma espécie chamada Atleticus futebolensis. Diferente dos Atleticus profissionalis, os futebolensis se especializam em apenas uma forma de competição. E nem assim conseguem ser bons! É realmente uma espécie facinante. Olhá lá, aquele gol tava feito, perna de pau... Ta filmando ainda? Desliga logo! Mas será que eu tenho que mandar você fazer tu...

Eu não acredito... Vou falar baixo agora... Estamos muito perto de um grupo... *Rasteja* Um grupo muito raro de ser filmado... Ali, bem ali perto da porta, isso, da um close neles... Neles, não nos peitos da loira, seu burro. Ali meus amigos, ali temos várias espécies em interação... O maior e com peito mais estufado é conhecido como Pleiboienses gostosonis. Olhem bem sua fisionomia, meus caros, como eles se enfeitam com panos coloridos e essências peculiares. Membros dessa espécie brigam entre si para dominar outra raça, a conhecida e espalhafatosa Patricis cerebrum nulus. Os Pleiboienses são classificados pelo tamanho de seu rebanho de Patricis. O mais interessante é que isso também é usado como forma de poder, como uma moeda de troca. Aqueles que tem mais Patricis domina todas as outras espécies. Simplesmente incrível.

Ó! Que momento raro! Vemos aqui, em primeira mão, uma espécie muito difícil de ser filmada. Ela é muito tímida, quase nunca sai de sua toca, geralmente se alimentando dentro dela mesma. Jamais marca território e não é sociável. Essa magnífica espécie é muito incomum e ameaçada de extinção, chamada de Nerdis cedeeficus.

Filma ali, o de óculos. Para de filmar a comida seu animal, a gente almoçou agora pouco, seu morto de fome. Ca-ham. Notem que os Nerdis são muito ariscos. Eles fogem de qualquer outra espécie e raramente se vê eles interagindo com alguém, até mesmo entre os da própria espécie. Um fato muito interessante é um contato dessa pobre criaturinha feia, tímida e mau comida; digo, mau vista; com o topo da sociedade. Todos os Pleiboienses tem contato com ao menos um Nerdis. Incrível, não acham? Eles tem uma relação simbiótica. Os Nerdis cobrem os pontos fracos dos Pleiboienses, que no caso seria sua parca e diminuta inteligência, enquanto os suprem a carência dos Nerdis de contato social.

Toda essa fauna magnífica é regida por seres evoluídos e que detém o poder, chamados Professoralis manda chuvas. Existem variações entre eles, mas em geral são os mandantes, perdendo apenas para o rei da Escola: O Diretoris mucho bravus.

Eu, Doug, o repórter extraordinário, corajoso, lindo e apeixonante... Para de rir, câmera inútel. Ca-ham. Termino por aqui a nossa reportagem de hoje, mas estarei no campo, explorando lugares perigosos e selvagens, eu e meu fiel camera-man, juntos nessa trilha ameaçadora... Corre cara! Aquele Pit-boy ta vindo pro nosso lado! Pula a cerca, pula, pula, anda, desliga a câmera seu bu...

*No estúdio do Blog, com o apresentador Phinder.*

Essa foi mais uma reportagem do nosso enviado especial Doug. Espero que ele não tenha apanhado muito daquele Pit-boy... Eu não pago seguro de vida... Bem, espero que tenham gostado de nossa reportagem! Se não gostarem também que vão todo mundo pra ponte que partiu! Fui!