sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ah, gosto musical



Dois anos e meio sem postar! Yes! Um novo recorde! *Corre das balas e tomates* Enfim, postei hoje um texto no facebook porque sim, então resolvi repostar aqui. Por que não, né? Não é como se vocês se importassem... Aliás, será que alguém vai ler isso aqui?


Eu estava pensando hoje sobre o meu gosto musical, que é bem esquisito. Mas existe uma razão para ele, sério.
Sabe, eu sou uma pessoa que tenta sempre ver o lado dos outros. Quando eu era pequeno eu vivia na casa da minha avó e lá era como um mundo inteiro dentro de uma só casa. Minha família naquela época era muito unida então era comum ver tios, tias, primos e parentes-que-você-não-sabe-classificar todo dia por lá. Eu era uma criança chatinha, confesso, mas se tinha uma coisa que eu tinha era curiosidade e atenção. Se uma pessoa me desse atenção e começasse a conversar comigo logo tinha me atenção. E digo que desde pequeno eu tenho essa coisa de tentar entender o lado da pessoa, algo que graças a Deus mantive até hoje.

"E o que tem isso a ver com seu gosto musical, Doug? Seu enrolão, você começa a falar de pizza e termina reclamando da inflação!"
Você quer parar de reclamar e continuar a ler? u_u Orra...

Lembro-me muito bem das tardes de sábado que eu passava ao lado do vô. Sinto muita saudade dele. A gente assaltava a geladeira o dia inteiro para beber leite e comer queijo, ainda lembro da reclamação da minha vó por causa disso. Sentávamos embaixo da árvore em frente da casa e meu vô ligava o radinho dele (ele sempre adorou colecionar coisas, de todo dia, e radinhos era uma delas) e passávamos horas escutando Tião Carreiro e Pardinho, Tonico e Tinoco, Inezita Barroso... Rosinha e Catimbau ainda está gravado na minha mente, acho que vai ficar para sempre. Esse gosto eu trago daqueles dias e não tem ninguém nesse mundo que vai me fazer parar de ouví-lo, é uma parte da minha infância que eu prezo por demais.
Mas meu vô trabalhava muito, dormia cedo e acordava mais ainda, então nos dias de semana eu passava escutando sertanejo com minhas tias e tios. Foi daí o gosto por Gino e Geno, Zezé di Camargo e Luciano, Chrystian e Ralf, Chitãozinho e Xororó, João Paulo e Daniel e a lista só se extende. Confesso que hoje em dia não escuto tanto isso, mais porque o sertanejo que eles cantam foi praticamente extinto pela porcaria do Sertanejo Universitário do que por opção, mas volta e meio me pego fuçando vídeos no youtube e matando a saudade da época e no ritmo.

"Doug, seu caipira, você só escuta música de corno e do tempo do ronca. Volta pro meio do mato e vá tratar das suas galinhas"
Pra sua informação eu moro no Mato Grosso, não tem como ir mais pro meio do mato que isso u_u E as galinhas já estão tratadas, continuemos.

Eu cresci nos anos 90. Sabe o que isso significa? Que eu escutei Vengaboys, Backstreet Boys, P.O. Box, Mamonas Assassinas e demais coisas que surgiram nessa época. E eu sou canceriano, que significa que relembrar o passado e suspirar pelo tempo que não volta é uma atividade diária que eu não posso evitar. Escutar essas músicas por tabela também não. A coisa mais comum de acontecer é eu me pegar perdido no youtube por músicas dessa época. É muito legal você clicar em uma música sem saber quem diabos é aquele cantor/banda e que música é aquela só para chegar no refrão e você soltar "Aaaaaah eu lembro dela, nooossa... Que foda...". Priceless.

Meu gosto por músicas do estilo Flashback veio da minha mãe e do meu tio, os mais velhos filhos dos meus avós. Abba, Bee Gees, Roxette, Queen, Lobo... Muitos e muitos nomes que vem lá de mil novecentos e guaraná com rolha, que até hoje eu escuto. Mais por causa da minha mãe do que por vontade própria de ir procurar, mas escuto e aprecio.

E então veio a mudança.

Mudar de estado mudou minha vida, sem dúvida. Tenho certeza que se eu continuasse lá onde eu estava com as companhias que eu tinha eu ia acabar virando um maloqueiro maconheiro e me quebraria todo descendo uma ladeira de skate. Por que eu nunca aprendi a andar com aquele troço, mas insistia em tentar.

"Foco Doug! Foco, você tá divagando mais uma vez."
Quer me deixar contar a história, cacetete? u__u Ca-ham, continuando...

Aqui eu conheci novas pessoas, novos estilos, fiz novas amizades e uma delas se manteve firme e forte até hoje. Foi com o Vitor que eu firmei meu gosto por música clássica, porque até então eu achava que deveria ser um alien ou coisa do tipo, pois era o único na face da Terra até agora que escutava Beethoven e achava legal. É, graças a ele hoje eu escuto Chopin, Bach e Franz Liszt. Além disso foi ele quem me viciou em DDR, o que me fez ter um gosto por músicas que eu nem sei classificar (lembra de Butterfly, Vitor? *Se mija de rir só de lembrar*). Também foi ele quem mais ou menos me apresentou o Rock.

"Finalmente chegou no Rock, algo que presta. Tava na hora né?"
O senhor faça o favor de parar de me interromper e desmerecer os estilos musicais anteriores? Grato U____U

Sinceramente hoje eu sei que o Rock é uma coisa muito complicada. É um estilo muito ambíguo, que tem os fanboys mais tensos de TODOS e as pessoas mais bizarras que o mundo já conheceu. Mas voltemos à mim.
Eu não me considero um rockeiro.

"HEREGE! Morra Doug! Você fica postando coisas de rock, você escuta rock e fica bullynando o funk! Você traiu o movimento, véio! Seu poser!"
Poser! Você chegou na questão! E antes que eu me esqueça... *pescotapa*

Hoje em dia é difícil você se considerar um rockeiro sem ser chamado de poser porque você não conhece a discografia inteira do [insira aqui qualquer banda de rock de alguma década passada] nem sabe cantar aquela música que só foi tocada uma vez pra 6 pessoas bêbadas em um barzinho de porão no subúrbio de uma cidade do interior da Noruega. Então eu evito dizer que sou rockeiro, só digo que gosto de rock e que ouço uma coisa ou outra. "Minha banda favorita? Ah, seilá cara, tem um monte... Gosto de um pouco de tudo, menos Restart!" pronto.

"Como ousa considerar Restart rock, seu..."
*Tiro*

Outro grande problema. Rockeiros em geral tendem a desmerecer e desclassificar qualquer rock que não lhes agrade. Inclusive dizem que aquela música/cantor não faz Rock...
O Rock é um estilo que abrange de Elvis à Avenged Sevenfold, de Roberto Carlos à Velhas Virgens e é isso o que faz dele o que ele é. Você pode não gostar de Roberto Carlos, é um direito seu, mas o seu gosto não vai fazer o estilo musical dele ser diferente, ele canta rock e não há nada que você possa fazer contra isso, aceite! Ok, nem tudo o que ele canta é rock, mas muitas músicas dele são sim consideradas Rock e sua influência no estilo foi um marco no Brasil. Você só escuta rock brasileiro hoje porque ele existiu, fidaputa.
E, me dói o coração, eu também não gosto deles, mas Restart também é rock e não podemos fazer nada contra isso exceto não escutar.

"*Sangrando até a morte*"
Bem melhor agora C:

Quando entrei nessa vida de computador e internet veio então os animes. Com a pré-disposição à músicas estranhas de DDR não foi difícil assimilar o J-Pop e depois o K-Pop, junto com o J-Rock. Maximum the Hormone é foda, fim. Openings e Endings é o que eu mais procuro no iutubiu, mais que qualquer outra coisa. Sou um otaku, não tem como negar.
Seguindo com a vida internética eu fiz mais amigos que influenciaram meu gosto, deles posso citar o Rake (AKA Vinícius Guimarães Hass) que me passou a discografia completa de Velhas Virgens, Os Seminovos e Dragonforce, além de algumas outras músicas soltas aqui e ali. Esses dois de cima foram sem dúvida as músicas que eu mais escutei nesses últimos anos, até eu formatar o PC e esquecer de salvar as bentidas músicas *Chora compulsivamente*

Ah, eu não podia esquecer o meu gosto por músicas que estão um nível acima de qualquer insanidade que eu escute. Músicas como Put a Banana in your ear, Candy Mountain e outras coisas completamente insanas, que me fazem rir igual um retardado e escutar compulsivamente por horas. Tudo isso é culpa sua, dona Nathália, não adianta negar!

Enfim, isso dá pra explicar um pouco sobre meus gostos, certo? Se você leu até aqui... Caralho, você não tem nada pra fazer da vida mesmo, né? Puxa amigo, eu posso te arrumar um passatempo se você quiser, é só me dizer. Mas que bom que leu, eu adoro escrever, mas é triste escrever para ninguém, só para o meu subconsciente... Que agora está baleado e sangrando até a morte. É a vida *Dá de ombros*