terça-feira, 30 de junho de 2009
Ah, mudança!
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Ah, o ciúme
Eu ja disse que sou canceriano e todo canceriano que se preze é ciumento. Ciumento porque é inseguro. Ciumento porque é medroso. Fala sério, conhece algum canceriano que não seja ao menos um pouco medroso e inseguro? É como achar uma zebra que tenha bolinhas ao invés de listras.
Antes de mais nada, deixem-me dizer uma coisa. Falarei aqui sobre ciúmes em um todo, não apenas ciúmes de homem e mulher, ou melhor, ciúmes de namorados/amantes/casados. Ou acha que só existe ciumes assim? Contar-te-ei uma história!
Quando eu era um garotinho, pequeno Doug, tinha um bug de brinquedo. Eu amava aquele bug, ó como eu me divertia com ele, ó como eu amava sentar em cima dele e fingir que descia dunas de areia em busca de alguma coisa tosca e sem graça que na época era o cúmulo da diversão. Pois bem. O tempo foi passando e fui deixando meu bug de lado. Não se brinca com algo o tempo todo, toda hora para sempre. Exceto o Nosso Amigo, se é que me entendem XD. Pois então, um dia chego da escola, vou até meu bug e onde ele está? Não estava lá! OMFG! Onde está meu bug? Raptaram! Liguem para a puliça! Chamem o exército! FBI! A mãe! A mãe resolve tudo! Corri até minha mãe e sua notícia sobre o bug fez meu coração parar por alguns instantes.
Ah, você não brincava mais, então dei para o vizinho da frente, tadinho...
Meu mundo caiu. Nunca mais veria as dunas em meu bug, nem terminar minha busca pela coisa que eu não me lembro o que era, talvez um dinossauro, talvez um homem aranha de plástico, ou qualquer besteira. Enfim, eu nunca brincaria mais com ele! Eu sei, eu sei, eu não brincava mais com ele, provavelmente nunca mais brincaria com ele. MAS E DAÍ? ERA MEU! Sabe como se chama isso? Ciúmes! Pois toda vez que eu via o vizinho com meu antigo bug eu pensava em como poderia matá-lo. E não só isso, pensava também em como humilhá-lo, depredá-lo, insultá-lo, esfolá-lo, esmigalhá-lo, obliterá-lo, jogá-lo dentro de um buraco negro, passar com um rolo compressor em cada um de seus dedos, um por um e depois fincar espetos de churrasco pelo seu corpo, queimá-lo com bitucas de cigarro e... Eu sei, eu era uma criança doentia, hoje escrevo deathfics e sou bom nisso!
Não sei quanto a vocês, mas eu tenho ciúmes de muitas coisas, óbvio que minha namorada está encabeçando a lista. Mas também tenho ciúmes dos meus amigos e de minhas coisas, de minhas obras e muito mais. Tudo o que me é querido e importante eu tenho ciúmes.
Uma vez me plagiaram. Ok ok, uma vez é modéstia, ja me plagiaram no mínimo umas cinco vezes. Quando vi isso a primeira vez eu fiquei feliz, explodindo de felicidade. O plágio deixa claro que sua fic faz sucesso a ponto de algum querer que ela fosse de sua autoria. Mas depois vem a raiva.
Argh! miserável! Pestilento! Eunuco de blastoporo expandido! Besta anquilocéfala descerebrada! Ignóbil retartado! [Insira aqui mais xingamentos nerds]
Hoje morro de ciúmes de minha fic e desmembro qualquer um que se atreva a falar que a escreveu... Humilhei publicamente um deles uma vez... Poderia agora dizer o quão arrependido estou e que isso não era certo, mas eu pulo de felicidade só de lembrar do ocorrido... Sim, aquela criança doentia é uma adulto doentio agora! E me diga quem é são.
A maioria das pessoas não conhece meu lado vingativo, acho que nem mesmo o Vitor o conhece, até porque eu nunca o usei verdadeiramente. Mas, como todo bom canceriano (Sim, o signo denovo, sou parecido demais, não posso evitar) eu sei ser cruel quando quero, ou melhor, quando a situação pede... Alie isso ao meu signo chinês, serpente, e verá que posso destruir sua família, dançar sobre suas tripas, botar fogo em seus mangás e dormir de consciência limpa na mesma noite.
...
...
O que? Não me olhem assim! Vocês achavam mesmo que eu era um jovem indefeso? D: Vocês acham que não tenho inimigos por quê? Por que sou bonzinho e ninguém me odeia? Ou porque os fiz correr de medo, aterrorizados e em pânico? '-'
Espero vocês no próximo post, pessoal... Fui!
Escrevendo atoa, mas com amor...

Amar, capacidade infundida no ser humano, e apenas nele, sendo o único sentimento a ditar o curso de uma nação ou mesmo da história. O Amor está presente na bíblia, em forma pura no amor de Adão por Eva, penso que o pobre não teve muita escolha. Como a bíblia machista retrata Eva como presente de Deus, para abrandar a solidão e o desejo de Adão, ela devia ser no mínimo muito atraente. Com o passar dos anos vimos Evas retratadas como raparigas roliças de pele alva, cabelos longos e olhos claros. Difícil não pensar em Darwin e tentar explicar de onde vieram os negros, os orientais... Mas Eva amava Adão, tanto que levou ele pro mau caminho. Achava que comer o fruto da árvore do conhecimento era o maior barato e queria compartilhar a descoberta com seu amor. E daí que se fu..... Depois disso. Ela se importava com ele e queria que ele partilhasse do seu mundo.
Sim, me atrevo a dizer que fomos privados do paraíso eterno por causa do amor.
O único sentimento que inflama, comove, destrói, constrói... Um espiral de paradoxos infinitos que só o amor pode causar. Guerras começaram e terminaram por causa de mulheres e dos amores por ela inflamados. Quantas raparigas não perderam a vida por tristeza de perder um grande amor? Ele e suas vertentes, a paixão, a amizade, o desejo, o ódio... Amores em teores diferentes.
Acredito piamente no amor, na parte boa dele. Nas pessoas que ele coloca em nossa vida e a marca que elas deixam, cada uma única e complexa, como um floco de neve. Já senti o vilão que ele pode ser, mas há coisas valorosas que aprendemos com ele.
O Amor nos ensina a viver.
A cometer erros e aprender com eles. A fazer o que é certo e o que é errado também. A entender nós mesmos. É a força mais poderosa do universo, que nos dá capacidades inimagináveis, e nos faz fazer coisas que nunca faríamos em sã consciência. O Amor é loucura, irracional, imaterial, impossível, o amor é o que nos torna tão peculiares nesse mundo, tão únicos, porque cada pessoa ama de um jeito. Jesus disse também que todos os velhos mandamentos podiam ser substituídos se seguíssemos um só:
Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, e como a ti mesmo.
O Amar é indefinível, mas qualquer um o reconhece só de olhar.
Eu amo
Tu amas
Ele ama
Nós amamos
Vós amais
Eles amam
Amem todos. Amem sem medo, sem culpa ou arrependimentos. Não tenham medo ou vergonha de dizer, EU AMEI! Por que o amor é um sentimento divino.
E ascendem aqueles que amam.
Viva o amor!
sábado, 6 de junho de 2009
Ah, as modernidades
Então ele chegou... O todo poderoso e magnânimo microondas. Sendo carregado pelo meu pai como se fosse um filho recém-nascido. Colocamos ele na mesa e todos o olharam adimirado. Oh! Esquenta sem fogo! Oh! Explode ovos! Oh! Causa câncer! Oh!
Meu pai comprou também 10 saquinhos de pipoca, isso por quê comemos pipoca uma vez por mês, mas a curiosidade de ver um saquinho que mais parece um saco de miojo virar um pacote cheio de milho do avesso era maior que a sanidade mental dele.
Ok ok, lá fui eu mexer com o novo membro da família. Coloca esse lado para baixo, aperta na pipoquinha ali e clica em ligar. Expliquei então para minha mão que a bandeija roda mesmo, não era defeito e não ia explodir. Também falei pra Brenda que o tempo era contagem regressiva para uma bomba relógio, mas ela não acreditou... Ai ai, saudades do tempo em que tudo o que eu dizia ela acreditava. Lembro-me de quando disse que o mãozinha da família Adams estava na minha gaveta de gibis e ela nunca mais tocou nela... Bons tempos, sim senhor.
Meu pai comprou pizza! Ah que alegria, nada como uma rodela de massa com carne em cima. Ja repararam que se você a dobrar no meio ela vira uma esfiha gigante? Não? Pois então agradeça à mim! Sabe, pizzas de caixinha são como todo produto que você compra sem saber o que tem dentro, ou seja, toda coisa embalada. Por fora é aquela coisa deliciosa, com azeitonas do tamanho de laranjas e muzzarela tão homogênea que parece que o próprio Hattori Hanzo ressuscitou para cortá-las. Quando você abre se depara com uma massa quadrada e disforme, com queijo ralado só de um lado, dois pedaços e meio de calabreza e uma azeitona caída no fundo do saquinho. Triste.
Coloquei aquele pedaço de massa gelada em uma travessa de metal e coloquei dentro do microondas. Lá estou eu, lendo o manual tranquilamente. "Não coloque ovos, batatas e jamais tampe líquidos". Ok ok, eu não sou assim tão burro, acha que não assito Gugu? Acha que já não vi o cara do pintinho amarelinho explodindo ovos no palco? Eu sou uma pessoa culta! "Não coloque objetos metálicos, pois podem faiscar e pegar fogo".
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HOLY CRAP! Como não me avisam isso antes? Bando de irresponsáveis! Vou explodir minha casa! Tudo culpa da Brenda! Felizmente eu coloquei a travessa la dentro e esqueci de ligar o aparelho, nunca agradeci tanto pela minha falta de memória. Desisti do meu cargo de mestre-cuca e deixei meu pai se virando sozinho.
Sabe, pode parecer que não gosto da minha família, mas eu os amo, todos, até mesmo a Brenda! Sim! Parece impossível! Mas eu gosto daquela menina chata, inconveniente, chata, encrenqueira, chata e... Melhor parar antes que eu mude de idéia. Ja disse que ela é chata?
Depois de quase duas horas brigando com o microondas conseguimos comer. Não antes de passarmos um apuro sem saber se era preciso descongelar e como tinha que fazer isso. Minha mãe disse a coisa mais sábia do dia: "É bem mais fácil fazer no forno".
Nada como jantar depois de muito, muito esforço. Sentar na poltrona, assistir anime e comer essa pizza cheia de... CEBOLA! Argh! Tanto trabalho para assar essa pizza para ela vir contaminada com cinco quilos de cebola e duas gramas de muzzarela? FUUUUUUU...
Indignado com minha falta de sorte só tenho uma coisa a dizer... Fui!
terça-feira, 2 de junho de 2009
Zack Sun, apresentando-se
Olha só, meu amirmão lançou um Blog que já é sucesso de bilheteria! E quem ele convidou para colaborar?
Bem pra quem não me conhece eu sou o Zack Sun, também conhecido por Vitor Senpai ou Vitor Sensei e vou colaborar com meu irmão de escamas vermelhas postando toda segunda-feira
Ultimamente eu lancei um post novo falando sobre Fan Fictions no outro blog onde escrevo. Isso me fez levantar uma questão muito importante: Para escrever Fic’s não é preciso ter apenas vontade e criatividade, é preciso saber escrever. Sim isso mesmo, parece óbvio, mas não é. Escrever implica também em técnica de escrita, por que afinal uma história boa, fica melhor quando bem contada.
Quando Phinder começou a escrever tinha uma espécie de talento bruto, daquele que todo bom escritor tem quando se começa a escrever. Lembro até hoje quando ele me mostrou o primeiro capítulo da Fic dele, tinha uma ótima história, mas muito pouca técnica. Com o tempo, fomos lapidando juntos suas histórias, através de criticas e sugestões. Hoje ele tem estilo próprio e uma facilidade extrema para escrever ótimas histórias.
Então, como conhecimento ainda é de graça, irei dar aqui uma aula exemplificada e divertida sobre gêneros textuais.
A Narrativa:
= Zack corria pela viela rente a parede, como um rato. As sombras eram sua aliada, a noite sem lua, sua amiga. O Seu próximo trabalho era ousado e perigoso, talvez não saísse com vida, o que para ele era mais que perfeito. =
Se narrar é contar algo, é preciso levar em consideração que o homem sempre quis contar histórias.
Tanto nas novelas televisivas quanto numa parede de pedra em Altarnira, existem fatos que o narrador quis legar para a futuridade. Num quadro, nas histórias em quadrinhos, numa fotografia familiar antiga, na letra de uma música, em uma simples piada, nas páginas policiais, lá está o legado humano: a história, uma história; a recriação de toda a realidade.
Todo homem por natureza é um contador de histórias, por isso este é o estilo primordial de todo novo escritor. Ela tende a ter um começo, meio e fim definidos já na cabeça, que na empolgação, começa a passar tudo para o papel deixando muitas vezes à história desconexa e incoerente. Parar e pensar nessa hora, pode ser crucial para melhorar a qualidade da história. Colocar as idéias em ordem e estruturar o texto de acordos com os elementos da narrativa.
Mas que onde pitangas vou arranjar tais elementos?
Viu só, é nessas horas que era bom ter prestado atenção na professora gorda de português.
Elementos da Narrativa
TEMPO: O intervalo de tempo em que o(s) fato(s) ocorre(m). Pode ser um tempo cronológico, ou seja, um tempo especificado durante o texto, ou um tempo psicológico, onde você sabe que existe um intervalo em que as ações ocorreram, mas não se consegue distingui-lo. Basicamente é definir o “quando”. Uma narrativa com o tempo bem definido guia o leitor mais facilmente.
=E hora da troca da guarda, os únicos cinco minutos da noite em que o portão dos fundos do palácio ficava sem vigilância. Zack se aproximou assim que perdeu o guarda de vista, a fechadura era complexa e ele precisava de todos os segundos que lhe restavam para tentar abrir. =
ESPAÇO: O espaço é imprescindível, e deve ser esclarecido logo no início da narrativa, pois assim o leitor poderá localizar a ação e imaginá-la com maior facilidade. Muito comum, quando começamos a escrever, nos concentrarmos mais no personagem e esquecermos do pano de fundo, erro fatal. Se o leitor não se situar sua história ficará muito confusa. Evite detalhes demais ou tornará a narrativa cansativa.
= A porta dava na cozinha, que era a maior que havia visto na vida. O pé direito nela era de quase
ENREDO: É o fato
PERSONAGENS: São os indivíduos que participaram do acontecimento e que estão sendo citados pelo narrador. Há sempre um núcleo principal da narrativa que gira em torno de um ou dois personagens, chamados de personagens centrais ou principais (protagonistas). Ele é o ser dinâmico da história, que a movimenta. Eu gosto de trabalhar um personagem antes de começá-lo, definir quem ele é, como ele age, do que gosta ou não gosta... Assim ele fica mais autêntico e vivo.
= Zack possuía brilhantes e desafiadores olhos azuis e um cabelo curto e vermelho vivo, como fogo. Sua pele era bronzeada e seu corpo bem torneado como se exige da árdua “profissão” de ladrão. Era arredio e temerário, quanto maior o perigo, maior era atração. =
NARRADOR: É quem conta o fato. Pode ser em primeira pessoa, o qual por participar da história é chamado narrador-personagem, ou em terceira pessoa, o qual não participa dos fatos, e é denominado narrador-observador. Não é aconselhado para os novatos a narração em primeira pessoa logo de cara. Além de ser mais trabalhosa, ela também é limitada, revelando apenas o que o protagonista, sente, pensa, vê, etc.
=Sentia meus dedos formigarem ao tocar a caixa de vidro que cobria aquela imensa gema de rubi. Cada músculo do meu braço tinha que puxar a caixa com igual tensão, uma diferença de peso e a armadilha me mataria em segundos. =
Bem por hoje é só... No próximo post falarei sobre desenvolvimento de enredo e a linguagem descritiva.
See...





